As informações nos dias de hoje , se apresentam como uma infodemia, ou seja , excesso de informações, e muita delas são advindas numa variedade de fontes e em plena revolução digital ganha cada vez mais espaço as informações via internet nas mídias sociais.
É evidente que é desafiador para muitos idosos se adequarem a essa revolução digital . Habituados durante décadas aos métodos tradicionais, televisão e informação impressa ( jornais , revistas..), muitos ainda aprendem o adequado manejo dos aplicativos que inundam a tela do celular, mas apenas aprender a obter essas informações é insuficiente, precisam ir além, com o aprendizado para discernir o falso do verdadeiro , ou seja detectar o que é uma “fake news” .
No público idoso através da baixa interpretação crítica de informações, dificuldade de acompanhar o fluxo de notícias e pouca habilidade com ferramentas da internet, aumenta a susceptibilidade da vítima e propagador ser esse público em sua grande maioria.
Comumente os idosos são vítimas de fake News , em razão disso começou a surgir denominações como “tia(o) do Zap” , que representa o divulgador que incendeia rotineiramente as mensagem de Fake news na rede social do WhatsApp .
Desta forma, aprender a ter análise crítica de uma informação e aprimorar ou adquirir conhecimento técnico científico, é um dos maiores desafios da era digital, principalmente em idosos.
Criar canais facilitadores de comunicação entre jovem e idosos é uma solução para a população idosa obter informação de forma acessível, além da massiva propaganda em televisão, jornais e revistas .
Texto de Yussef Aiex Abdu Neme Abrahim - Pós-graduando em Gestão Geriátrica e Gerontológica da Med PUC Rio.

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