sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

O segredo da vida plena está no ikigai?


Um conceito que tem conquistado o mundo ocidental, principalmente no ramo de negócios, é o ikigai. Da mesma forma que muito da cultura oriental, essa palavra remete a uma potência elevada em sabedoria para ser aplicada em diversos campos da vida, além dos negócios. Isso inclui uma terceira idade satisfatória e sadia.

O significado do termo foi explorado por psicólogos autores do livro “Ikigai: o segredo dos japoneses para uma vida longa e feliz”, popularizando a ideia a partir daí. Trata-se na verdade de um estilo de vida que proporciona, de acordo com os relatos existentes, uma longevidade e saúde mental superiores à expectativa comum a outros lugares pelo mundo, com foco em Okinawa como exemplo desse estilo. A população supera frequentemente os 100 anos de idade, de forma ativa e contente. 

Dentre os diversos fatores que podem contribuir para esse fenômeno, algumas das conclusões são: (i) atividade constante e com pessoas queridas; (ii) alimentação leve e simples; (iii) sentimentos de propósito, amor, recompensa nas atividades diárias. Nessas condutas, o sorriso, a arte e mesmo o chá podem fazer a diferença. Cada pessoa tem uma necessidade ou vício a trabalhar com graus distintos de desafio. E o resultado da combinação no estilo de vida poderá se assemelhar ao oriental. Isso não significa que devemos viver como um oriental, mas incorporar práticas de valor e fazer pequenas adaptações.

Hoje, trabalhos publicados em revistas científicas exploram aspectos do ikigai, como a tendência de evitar problemas de depressão, dor no corpo e mesmo osteoporose (Mori et al., 2017). Um desses estudos mais recentes, conduzido com mulheres japonesas acima de 65 anos de idade, sugeriu que atividades sociais também fortalecem o próprio sentimento de ikigai. Por sua vez, o ikigai pode estimular as mulheres a engajarem em novas atividades e promover assim a saúde social das mesmas (Seko e Hirano, 2021). 

Dessa forma, pode-se estabelecer paralelos entre uma vida plena e elementos do ikigai, que já são reconhecidos como importantes para tantas pessoas de idade avançada e também, satisfação contínua. 


Referências


Mori K, Kaiho Y, Tomata Y, Narita M, Tanji F, Sugiyama K, Sugawara Y, Tsuji I. Sense of life worth living (ikigai) and incident functional disability in elderly Japanese: The Tsurugaya Project. J Psychosom Res. 2017 Apr;95:62-67. doi: 10.1016/j.jpsychores.2017.02.013. Epub 2017 Feb 24. Erratum in: J Psychosom Res. 2017 May;96:106. PMID: 28314550.

Seko K, Hirano M. Predictors and Importance of Social Aspects in Ikigai among Older Women. Int J Environ Res Public Health. 2021 Aug 18;18(16):8718. doi: 10.3390/ijerph18168718. PMID: 34444474; PMCID: PMC8391354.


Texto: Dra. Lilian Vieira




Dra. Lilian Vieira – Pós Graduanda em Gestão Geriátrica e Gerontológica pela PUC/Rio. 





quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Mês Mundial da Doença de Alzheimer

Setembro é o mês mundial da Doença de Alzheimer.

Para tratar das dificuldades que acompanham a rotina de idosos com a doença e de seus

familiares/cuidadores, a Terapeuta Ocupacional, Juliana Monteiro Antunes, nossa aluna da

Especialização em Gestão Geriátrica e Gerontológica, foi convidada para uma live pela

empresa Elo Senior.

Com o tema “Quando o dia-a-dia se torna um desafio”, a live respondeu à dificuldades

referidas pelos cuidadores com relação ao manejo em algumas atividades básicas da vida

diária, sempre lembrando que cada caso é único e portanto, deve receber um olhar

individualizado e personalizado.

Conhece algum familiar/cuidador de idoso com demência? Compartilha com quem pode se

beneficiar.

https://www.instagram.com/tv/CT8PUhRlb-Q/?utm_source=ig_web_copy_link

Juliana Monteiro Antunes é Terapeuta Ocupacional formada pela UNIFESP 

Pós-graduanda em Gestão Geriátrica e Gerontológica da Med Puc Rio


Especializada em Gerontologia pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP

Capacitadora em Estimulação Cognitiva Intergeracional pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês


quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Idosos e "fake news"

 As informações nos dias de hoje , se apresentam como uma infodemia, ou seja , excesso de informações, e muita delas são advindas numa variedade de fontes e em plena revolução digital ganha cada vez mais espaço as informações via internet nas mídias sociais. 

É evidente que é desafiador para muitos idosos se adequarem a essa revolução digital . Habituados durante décadas aos métodos tradicionais, televisão e informação impressa ( jornais , revistas..), muitos ainda aprendem o adequado manejo dos aplicativos que inundam a tela do celular, mas apenas aprender a obter essas informações é insuficiente, precisam ir além, com o aprendizado para discernir o falso do verdadeiro , ou seja detectar o que é uma “fake news” .

No público idoso através da baixa interpretação crítica de informações, dificuldade de acompanhar o fluxo de notícias e pouca habilidade com ferramentas da internet, aumenta a susceptibilidade da vítima e propagador ser esse público em sua grande maioria. 

Comumente os idosos são vítimas de fake News , em razão disso começou a surgir denominações como “tia(o) do Zap” , que representa o divulgador  que incendeia rotineiramente as mensagem de Fake news na rede social do WhatsApp . 

Desta forma, aprender a ter análise crítica de uma informação e aprimorar ou adquirir conhecimento técnico científico, é um dos maiores desafios da era digital, principalmente em idosos.

Criar canais facilitadores de comunicação entre jovem e idosos é uma solução para a população idosa obter informação de forma acessível, além da massiva propaganda em televisão, jornais e revistas .

Texto de Yussef Aiex Abdu Neme Abrahim - Pós-graduando em Gestão Geriátrica e Gerontológica da Med PUC Rio.

 



Yussef Aiex Abdu Neme Abrahim é médico geriatra com residência em Geriatria na Universidade do Estado do Rio de Janeiro

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Atividades presenciais: O dilema do Retorno

O Sesc realiza atividades focadas em idosos há quase 60 anos e essa atuação se modifica através do tempo, e se ajusta de acordo com a realidade existente. Durante a Pandemia de Covid-19 não foi diferente, adaptamos e nos renovamos para que pudéssemos manter a qualidade de ação e atender a nova realidade e necessidade vigente. Os idosos fazem parte do grupo de risco e foram a maior preocupação do Sesc, desde 13 de março de 2020. As ações virtuais se iniciaram logo na primeira semana após o fechamento das unidades, cresceram e se mantiveram até o momento. São 3 mil idosos com ações diárias por meio de grupos de WhatsApp, Grupos de Facebook, Lives, salas de Zoom e Vídeos. Antes da Pandemia a média diária no Estado do Rio de Janeiro era de 6 mil com picos de 10 mil idosos, em atividades presenciais em nossas 19 unidades operacionais.  

O maior desafio dessa atuação foi a inclusão digital e o acesso às ferramentas de rede sociais e aplicativos. Mas todo esse desafio foi vencido semana a semana e proporcionado uma maior segurança na participação do público 60+ nas atividades. As ações foram fundamentais para manter os idosos ativos, seguros dentro de suas residências, informados e minimizando o impacto do isolamento social. 

Considerando o protagonismo do idoso e a promoção da qualidade de vida como um dos pilares fundamentais do Trabalho Social com Idosos, o Sesc foi surpreendido com a ampliação da participação desse público e pelo resultado apresentado. As famílias também deram retorno positivo, tanto pela crescente aproximação dos idosos às tecnologias quanto pela sua interação e aderência as atividades propostas. Foi comum ter netos e filhos apoiando e participando junto dos cafés virtuais, cursos e bailes.  Como muitos idosos moram sozinhos, a falta dos espaços de socialização e, principalmente a falta do Sesc, associada a solidão de suas casas, afetaram sua saúde, para esse grupo o espaço virtual foi ainda mais importante. 

Nesse período de Pandemia, até os idosos mais resistente se renderam a tecnologia e as redes sociais, como forma de contato com o mundo exterior e com a família. Houve uma mudança no perfil dos idosos, eles começaram a enxergar na tecnologia um modo de vida, antes inexplorado. Eles abriam a porta para a internet, mudando assim seus hábitos e suas rotinas, ficaram mais conectados e sedentos por esse conhecimento, abandonando os estereótipos de avessos aos celulares e computadores. Criaram perfis, conteúdo, estão interagindo e participando. A internet permitiu que eles fossem protagonistas e atuantes e não somente expectadores. Perfis nas redes sociais de idosos influenciadores geraram representatividade sendo um fator estimulante para a presença deles nesses espaços.    

Desde os cafés virtuais, as lives, os bailes temáticos e cursos via zoom, a frequência e a participação ativa crescia a cada semana e as temáticas se modificaram. Cada vez mais temas novos e contemporâneos surgiram, como por exemplo, sexualidade, aplicativos de encontros, compras pela internet e telemedicina. Essas demandas surgiam e a equipe trabalhou em conjunto para atendar a cada uma delas.

A ampliação da conexão do idoso é uma tendência ascendente que foi escancarada nesse período. Consideramos que o uso de aplicativos de conversa, como o Whatsapp, já era uma normalidade. Antes usados esporadicamente para conversas rápidas e compartilhamento de notícias, seu modo de uso e relacionamento mudou, hoje é por esse aplicativo que os idosos recebem sua agenda de atividades, ações de socialização, exercícios de estímulo cognitivo, filmes, livros, lives, vídeos-aulas e etc..

Esse contato ampliado da tecnologia permitiu uma maior proximidade com idosos que por vez não tinham mais tanta disponibilidade de mobilidade na cidade, ou mesmo de tempo e distância. A internet encurtou essa distância entre a casa deles e o Sesc, proporcionando uma maior participação das ações para alguns casos. 

Claro que há uma contradição nessa condição das ações virtuais, existe ainda um grande grupo excluído desse processo, tanto por falta de conectividade, habilidade ou por falta de instrumentos e aparelhos. Uma parcela enorme não tem condições financeiras de ter celulares, computadores e acesso à internet. Desta forma estimulamos que eles entrassem em contato uns com os outros, pelo telefone, para mais uma vez levar conforto, acolhimento, informação e segurança para o maior número possível de pessoas. 

Diante desse cenário, 1 ano e meio depois, o Trabalho Social com Idosos do Sesc RJ vem estudando há 2 meses a possibilidade de retorno para os espaços físicos. Para essa tomada de decisão foram analisados diversos aspectos, sendo eles: o avanço do calendário de vacinação dos idosos, a vacinação da equipe de trabalho, a redução da taxa de ocupação de leitos hospitalares e da situação epidemiológica da Covid-19, os decretos governamentais sobre os espaços públicos, medidas internas de biossegurança, treinamento de equipe de limpeza, a redução da adesão (e o cansaço) às ações virtuais e a saúde mental dos idosos. 

De todos os aspectos apresentados, a saúde mental dos idosos foi a que mais pesou na decisão de retorno presencial. O retorno será feito a partir de setembro de 2021, de forma gradual, em grupo reduzidos e agendados, considerando todas as medidas de segurança e preferencialmente em espaços abertos. Nesse meio tempo, foi publicado pela Fiocruz e pelo consórcio de veículos de comunicação, informações sobre o aumento do número de hospitalizações de idosos com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG por Covid-19) no Estado do Rio de Janeiro. Apesar de meses de quedas, em agosto de 2021 foi observada uma alta de internações. Importante destacar que segundo dados da Fiocruz, mesmo com a alta a preocupação maior estava na faixa etária acima de 80 anos e com a contaminação pela variante Delta do Corona vírus. 

Desta forma, considerando o perfil de idosos do Sesc RJ (que possui uma quantidade de idosos acima de 80 anos baixa), apesar de uma decisão difícil, que precisava considerar várias aspectos, da grande preocupação institucional pela segurança de todos,  e com o retorno de diversas atividades para idosos no estado, foi mantida a decisão de retorno das ações presenciais. Mesmo assim, foi criado um protocolo interno para que a segurança entre os idosos fosse a melhor possível, além de treinamento e conversa com os próprios idosos antes do retorno presencial. 

Referências:

Documentos SESC

(https://portal.fiocruz.br/noticia/estudo-alerta-para-aumento-de-internacoes-de-idosos-por-srag)

Texto: Thais Monteiro de Castro - Assistente Social - Mestrado em Projetos Sociais pela Puc - Pós-graduanda em Gestão Geriátrica e Gerontológica da Med Puc Rio



Thais Monteiro de Castro é responsável técnica pelo trabalho social com idosos no Sesc RJ

domingo, 19 de setembro de 2021

Eles estão envelhecendo e agora?

Por mais que digamos que estamos preparados não é fácil ver nossos pais envelhecendo. Aqueles que cuidaram da gente o tempo todo agora necessitam de cuidados. 

Eles empurraram nosso carrinho, nos deram comida na boca, nos deram as mãos para atravessar o sinal e nós crescemos.  Trabalhos, filhos, a correria diária e quando olhamos eles já estão de cabelos brancos, por mais que a tinta tente disfarçar. Temos nove meses para nos preparar para a criança que vai chegar e o contrário, nos preparamos?

Aos poucos começamos a nos preocupar em saírem sozinhos, como está alimentação, as visitas, aos médicos e se estão tomando a medicação. Como cuidar daquele que cuidou de mim, sem deixar perder a autonomia, respeitando a vontade e a necessidade de cada um.

E chegou a hora de tomar a decisão: Convidá-los a morar em um residencial? Contratar um cuidador em casa para não deixarem seu lar? Trazer para morar em conosco? Como decidir? Proporcionar uma velhice de atenção, cuidado e respeitando a individualidades deles não é uma decisão fácil. 

Nesse momento bate a insegurança, vou deixar outra pessoa cuidar dos meus pais? Essa pergunta nos parece familiar, foi a mesma que fizemos na hora de deixar as crianças na creche. Com o tempo, aprendemos que é bom para a criança, ter o convívio com outras, rotina, cuidado, alimentação, atividades, dentre todos os benefícios que a Creche oferece. 

Vamos inverter a situação, muitos idosos ficam em casa o dia todo sozinhos , de frente para uma TV, sem ninguém para conversar, sem atividades, simplesmente esperando a vida passar ou no máximo com um cuidador. Por outro lado,  a ILPI oferece a oportunidade de conhecer novas pessoas e talvez novos amores, ter atividades, rotina, cuidado médico, alimentação equilibrada, higiene pessoal e ainda ter a certeza da visita dos seus familiares, na maioria dos casos.

Precisamos quebrar esse paradigma, como hoje já quebramos o da creche. Ter a opção de uma ILPI não é abandonar, é cuidar de quem sempre cuidou de nós.

Texto de Amanda Guimarães - Graduada em Secretariado Executivo. Pós-graduanda em Gestão Geriátrica e Gerontológica na Med PUC Rio.


Amanda Guimarães é assessora administrativa do Solar Marina de Matos Lopes


https://instagram.com/solarmarinailpi?utm_medium=copy_link

Os Novos Idosos

 A Pandemia de COVID19 alterou significativamente a vida de toda a humanidade. O isolamento e o distanciamento social criaram novas formas de se comunicar e de realizar as atividades do dia a dia. Todas as gerações sofreram adaptações, com a imposição do ensino à distância e do trabalho remoto - requisitos necessários para reduzir a possibilidade de contaminação e de proliferação do vírus. 

Os mais jovens ampliaram o uso de ferramentas digitais que já conheciam e com as quais haviam tido contatos em videoconferências, jogos, palestras ou cursos on-line. Os idosos, no entanto, precisaram incorporar novas habilidades e se aventurar em cyber espaços nunca antes navegados. 

Os idosos passaram a conviver mais tempo com a família, uma vez que as aulas e os trabalhos passaram a ser realizados de casa ou menos tempo, no caso dos idosos institucionalizados, que tiveram as visitas suspensas em atendimento aos protocolos sanitários.

Em ambos os casos, os idosos, que em geral eram mais resistentes ao o universo tecnológico, passaram a utilizar ferramentas digitais para manter o contato com o mundo externo e realizar tarefas básicas, com encontros em salas digitais ou ligações de vídeo com os familiares confinados em ambiente diverso, consultas por telemedicina, compras por aplicativos e atuação em redes sociais.

A convivência familiar multigeracional e a necessidade do contato virtual, para as famílias isoladas pelo distanciamento, impulsionou definitivamente o acesso do idoso ao mundo digital. O que era abominado passou a ser necessário e, em para muitos, prazeroso, como os casos dos Vovôs Tiktokers - https://www.tiktok.com  e @vovostiktokers que entretém seus mais de 10.000 seguidores na  rede social, ou da Vó Kina, que no seu canal no youtube JARDIM DA VÓ KINA dá conselhos para a sua geração e compartilha seus conhecimentos sobre botânica.

Sabemos que haverá um Novo Normal, que na realidade já está em curso e pode ser identificado na revolução digital implantada pelos governos (cidadão digital, meu Gov, meu INSS, e-previdência, dentre outros) e no encolhimento físico dos ambientes de trabalho. 

Para esse novo tempo, será preciso pensar nos "Novos Idosos".  Será preciso idealizar projetos que possam auxiliá-los a se apropriarem das ferramentas digitais, facilitando a autonomia e a independência em seus usos, em especial quando seus familiares retornarem para as suas atividades presenciais e as instituições puderem retomar o fluxo de visitação. 

Referências:

https://saudedapessoaidosa.fiocruz.br/pratica/inclus%C3%A3o-digital-para-idosos-integrando-gera%C3%A7%C3%B5es-na-descoberta-de-novos-horizontes

Texto de Deolinda da Rocha Rodrigues
Enfermeira e Fisioterapeuta, com Especialização em Gerontologia
Pós-graduanda em Gestão Geriátrica e Gerontológica da Med PUC Rio


Deolinda da Rocha Rodrigues
é gestora da ILPI Geriátrica Sol Lar Vivendas da Terceira Idade


Precisamos cuidar mais dos nossos idosos

 Hoje no Brasil temos 14,3% da população idosa. 

Vocês sabiam que até 2060, 32,2 % da população do Brasil será de idosos?

Até 2025 Brasil será o 6º país com maior número de idosos.  

Como não nos preocuparmos em cuidar deles!!!

Neste momento de Pandemia que estamos enfrentando, cresce a importância de compreender e adaptar as necessidades da população idosa às dificuldades desse novo ambiente apresentado pelo covid19. O medo e a insegurança do novo, tomaram conta de muitas vidas.

Nossos idosos são os mais afetados pela pandemia. A fragilidade desse público é grande. Eles geralmente têm doenças associadas e se tornam mais vulneráveis às doenças infectocontagiosas e psicoemocionais.

A solidão e a depressão podem aparecer na terceira idade. E para fugir dessas armadilhas, o melhor remédio é manter o corpo em movimento. E também a interatividade com filhos, netos e outros amigos. Em tempos de pandemia, a interatividade é dificultada, sem dúvida. Mas aí as conversas virtuais podem ser uma solução.

Falo aqui do cuidado humano, não precisa ser profissional da área de saúde para cuidar de um idoso. Precisamos de cuidado, carinho e amor.

Você tem algum idoso na família? Ou conhece algum? Então; doe seu tempo, doe carinho, atenção e amor. Faça uma ligação, uma visita virtual e faça algo por um idoso!  

Tem coisas na vida que o dinheiro não compra! 

Referências:




Texto de Moema Baptista
Fonoaudióloga especialista em Audição e prótese auditiva pela Universidade Veiga de Almeida.
Pós graduanda em Gestão Geriátrica e Gerontológica pela Puc Rio
Fonoaudióloga responsável técnica no Residencial Casaminha




Moema Baptista é sócia-diretora da empresa de cuidadores de pessoas Cuidare - Unidade Barra  https://fb.watch/86ZFpPMu3w/

O segredo da vida plena está no ikigai?

Um conceito que tem conquistado o mundo ocidental, principalmente no ramo de negócios, é o ikigai. Da mesma forma que muito da cultura orien...