segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Gestão em Geriatria e Gerontologia

 

O conceito de gestão amplia a capacidade de administrar um serviço.  Enquanto a administração foca no aspecto técnico do espaço institucional, a gestão amplia o olhar e vários aspectos passam a fazer parte do universo da organização que se propõem a executar um serviço de qualidade. Para tanto, o olhar do bom gestor estará além das questões que envolvem a execução de suas ações.

O bom gestor estará preocupado em conhecer bem as peculiaridades de seu público alvo, suas principais necessidades e suas possibilidades. Além disso, estará preocupado com o seu time de trabalho. Além de buscar recursos humanos qualificados ele deve ter o foco em mantê-los motivados. O bom gestor tem uma forte preocupação com os sistemas de informação e comunicação do seu negócio.

Preferencialmente antes de executar o seu serviço, o gestor deve elaborar um projeto com base nos pressupostos do planejamento estratégico abrangendo todas as etapas necessárias para o alcance das metas propostas. E, estará sempre preocupado em avaliar a qualidade do serviço prestado. Se não elaborou antes de executar, é chegada a hora de repaginar a sua instituição!

No que tange aos espaços que se destinam a prestar serviços à população que envelhece ou que já está envelhecida, a gestão em geriatria e gerontologia será fundamental para que se alcance objetivos precisos.

Não é mais novidade para ninguém que o Brasil já é um país com uma significativa população com mais de 60 anos. Para esse grupo etário, não mais se justifica a atenção com foco no modelo hospitalocêntrico, cuja premissa básica é a cura de doenças já instaladas.

Desde 2002 a Organização Mundial de Saúde chama a atenção para a necessidade de um novo paradigma em saúde com ações voltadas para a prevenção de problemas que possam afetar a capacidade funcional e interferir no capital humano mais importante de um ser humano: a sua autonomia e sua independência.

 Em 2006, a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa enfatizou a necessidade de realizar ações com foco no resgate ou manutenção da capacidade funcional. Em todos os espaços institucionais o objetivo precípuo deve ser: avaliar, identificar problemas e reabilitar para manter o foco no envelhecimento ativo.

Contudo, para que se alcance esse ideário, é de fundamental importância conhecer a pessoa que será alvo desse espaço de atenção. Para isso, os gestores e seus times de trabalho devem estar instrumentalizados para conhecer a singularidade de cada indivíduo. Seus principais problemas de saúde, sua capacidade funcional, além de suas possibilidades e limitações.

Nesse contexto organizacional para uma boa gestão geriátrica e gerontológica o foco das ações deve estar direcionado para a promoção de saúde e prevenção de doenças. Sempre com um olhar adiante, levando em consideração os prognósticos e as condições as quais estes indivíduos estarão expostos. Certamente, este olhar será a mola propulsora para a manutenção da autonomia e independência. E o segredo do sucesso para a qualidade de qualquer serviço, programa ou projeto em uma instituição.  

Referências


https://blogdagigi.com.br/gestao-em-gerontologia-no-contexto-organizacional

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/envelhecimento_ativo.pdf

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt2528_19_10_2006.html

https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/view/17319

 

 





Maria Angélica Sanchez

Coordenadora da Pós-graduação em Gestão Geriátrica e Gerontológica

MED PUC Rio

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